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quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Personal Diet: campo de atuação do nutricionista

Conforto e qualidade são diferenciais importantes na escolha dos serviços. Os atendimentos personalizados estão fazendo sucesso no mercado de trabalho. O mundo da moda lança o Personal Stylist, enquanto na saúde surge o Personal Training e o Personal Diet.

O trabalho de
Personal Diet apresenta o diferencial de atender o cliente em seu domicílio, garantindo o conforto do mesmo, por não precisar se deslocar até o consultório. O objetivo do profissional é oferecer ao cliente um atendimento nutricional 100% personalizado, que visa ajudar o cliente e/ou sua família a usar o alimento com maior fonte de saúde.

Para atuar como Personal Diet é necessário fazer algum curso?

Sim. O profissional deve ser graduado em Nutrição e deve apresentar algum curso de educação continuada ou curso intensivo em Personal Diet.

Quais são os serviços oferecidos por um Personal Diet?

Avaliação nutricional e antropométrica (medidas de peso, altura, percentual de gordura e massa muscular); plano alimentar personalizado, adequado às preferências alimentares e condições do cliente; cardápios criativos, com receitas para toda a família; educação nutricional para crianças e adolescentes; orientação e treinamento para aquisição, pré-preparo, preparo e conservação dos alimentos; elaboração de lista de compras e visitas orientadas ao supermercado; aula de culinária saudável em casa (como fazer as comidas do dia-a-dia sem perder o sabor e diminuir as calorias); treinamento sobre boas práticas de higiene para a secretária do lar, dentre outros.

Quais os principais tratamentos no Personal Diet?

O serviço de Personal Diet oferece tratamento dietoterápico para o controle da obesidade; desnutrição ou baixo peso; transtornos alimentares como bulimia e anorexia; hipertensão; diabetes; colesterol e/ou triglicerídios elevados; prisão de ventre (constipação intestinal); gastrite; refluxo; doença celíaca, dentre outras alergias e intolerâncias alimentares. Além destes casos, o profissional também oferece tratamentos dietéticos voltados à estética, visando à melhora da saúde da pele e cabelos, redução da celulite, flacidez, estrias, gordura localizada, e prevenção do envelhecimento precoce.

Quais resultados têm sido obtidos com o serviço de Personal Diet?

Relatos profissionais indicam que todos os pacientes e famílias atendidas apresentam excelentes resultados, principalmente, em relação à melhora dos hábitos alimentares. Estes clientes aprendem a se alimentar com qualidade e na quantidade adequada, e conseqüentemente, atingiram os resultados esperados, sendo ele o emagrecimento ou o tratamento de alguma doença.

Adaptado do Jornal Alternativo

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Educação Nutricional aplicada a sua área de atuação

A nutrição de um indivíduo se baseia no sistema de vida de sua família, assim como suas condições econômicas, sociais, hábitos alimentares, cultura e disponibilidades regionais. Não existe uma única sociedade que lide com a alimentação de maneira exclusivamente racional, considerando apenas as suas características nutricionais, como calorias, sabor, apresentação ou disponibilidade. O alimento sempre esteve associado a valores complexos, elaborados com implicações ideológicas, religiosas e sociais.

Nesse contexto, a Educação Nutricional e Alimentar tem demonstrado um importante papel no cenário da saúde. Fatores históricos, mudanças sociais e comunicação vêm interferindo na atitude alimentar da sociedade, tornando-se necessário desenvolver ações de instrução e ensino planejadas por profissionais capacitados.

O Nutricionista com competência para planejar, desenvolver, aplicar e avaliar atividades de Educação Nutricional é capaz de adaptar estes conhecimentos para sua área de atuação, desenvolvendo novas habilidades e atitudes através de iniciativas inovadoras e criativas, possibilitando, assim, alcançar posição de destaque em sua profissão.

Como os conceitos e práticas da Educação Nutricional e Alimentar podem contribuir para as diversas áreas de atuação do Nutricionista?

1) Clínicas de Nutrição / Personal Diet

O segredo para uma atuação diferenciada nas áreas de Nutrição Clínica e Personal Diet está na Educação Nutricional e Alimentar. Saber aplicar estes conhecimentos possibilitam ao Nutricionista desenvolver atividades que proporcionem maior adesão à dietoterapia respeitando a individualidade do paciente ou de uma população, além de estreitar a relação e estabelecer vínculo Nutricionista-Paciente-Família.

2) Serviço de Nutrição e Dietética (SND) / Nutrição Hospitalar

Para o Nutricionista que atua em ambiente hospitalar a Educação Nutricional contribui para a maior aceitação das preparações, por parte dos pacientes, fazendo-os entender o motivo pelo qual aquela dieta é administrada, além de auxiliar no desenvolvimento de um novo hábito alimentar pós-internação, facilitar a reabilitação e recuperação completa e ajudar a encurtar o tempo de permanência no hospital.

3) Escolas

A escola ocupa aproximadamente um terço da vida ativa do escolar e desempenha papel fundamental na formação de hábitos da criança e do adolescente. O Nutricionista qualificado para desempenhar atividades de Educação Nutricional, através de atividades lúdicas como palestras, teatro, aulas de culinária, entre outras atividades, facilita o acesso a informações sobre alimentação saudável e à formação de um ser humano mais crítico quanto a sua alimentação.

4) Programa Saúde da Família/Unidade Básica de Saúde/Instituições de Longa Permanência (Asilos)

O Nutricionista inserido nos serviços públicos de saúde deparam com condições diferenciadas de saúde e estado nutricional da população de região para região e, muitas vezes, utilizam recursos didáticos padronizados. Ao se tornar especialista em Educação Nutricional, este profissional terá subsídios para adaptar os recursos disponíveis para a realidade da população de cada cidade ou distrito de saúde incluindo o desenvolvimento de dinâmicas adequadas a cada população com o propósito de comunicar com maior eficiência a importância de uma alimentação adequada e de higiene na manipulação dos alimentos.

5) Vigilância Alimentar e Nutricional/Unidade de Alimentação e Nutrição

A Educação Nutricional pode ser aplicada de diversas maneiras para a promoção de hábitos alimentares saudáveis: o desenvolvimento de informativos sobre alimentação adequada (a serem expostos nas mesas, bandejas, murais, etc), a elaboração de cardápios informando o benefício para a saúde de cada preparação, assim como pode auxiliar na gestão de treinamentos de manipuladores por meio de dinâmicas ludopedagógicas.

6) Marketing

As áreas de Marketing e Comunicação sofrem grande influência dos conhecimentos em Educação Nutricional, seja no desenvolvimento de novos produtos ou na promoção do consumo de alimentos, industrializados ou não, de forma saudável e equilibrada. O papel do Nutricionista atuante nesta área ajuda a fortalecer uma imagem de maior comprometimento das empresas do ramo de alimentação com seus consumidores.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Alimentação pode diminuir risco de câncer de colo, revela USP

Comer cinco porções diárias de frutas, verduras e legumes nas cores verde-escuro, amarelo, laranja e vermelho pode diminuir os riscos de desenvolver câncer de colo de útero. É o que indica uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP).

O estudo também mostrou que a dieta pode ser usada na prevenção de doenças do coração e de outros tipos de câncer. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) mostram que o câncer de colo de útero é o segundo tipo de câncer mais comum nas mulheres brasileiras (só fica atrás do câncer de mama) e a quarta causa de morte pela doença no Brasil.

A pesquisadora Luciana Yuki Tomita, 31 anos, comparou a alimentação de pacientes com câncer de colo no útero com a de mulheres sem a lesão. Durante três anos, foram ouvidas 1.378 mulheres atendidas em dois hospitais públicos da capital paulista. “As pacientes com câncer comiam muito pouco destes alimentos, enquanto as sadias comiam mais. Com a ingestão de hortifrúti coloridos, elas têm uma redução de 50% no risco de desenvolver a doença”, afirma.

Durante a pesquisa, também foram colhidas amostras de sangue das mulheres para identificar a quantidade de licopeno (substância que dá o tom avermelhado em alimentos como a beterraba). “Nas pacientes com câncer, a concentração encontrada foi quase nula em comparação com as mulheres sem a doença”, explica Luciana.

Há outros fatores, além da alimentação, que aumentam a chance de aparecimento do câncer. “Provavelmente, o fumo faz crescer a produção de radicais livres. O uso de anticoncepcional por mais de dez anos também diminui a concentração no sangue da substância que combate os radicais livres, o caroteno”, conta Luciana.

O paciente que pretende melhorar a saúde por meio da dieta deve incluir cores diferentes no prato. Segundo Luciana, folhas de cor verde-escuro, além de legumes e frutas nos tons laranja e amarelo previnem o câncer de colo de útero porque concentram caroteno. “Ele combate os radicais livres que diminuem a imunidade do corpo. O resultado é o aumento da resistência do organismo, o que evita que as células desenvolvam o câncer”.

O diretor do Hospital Pérola Byington, Luiz Henrique Gebrim, ressalta que comer só estes alimentos não é suficiente para impedir o aparecimento do câncer. “A mulher terá uma proteção a mais se comer esses alimentos, mas não quer dizer que ela não terá o câncer. Não basta também comer só caroteno porque o fígado pode ser afetado”, diz Gebrim. Para estimular a imunidade do corpo, o médico recomenda, além de dieta, a prática de atividade física.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Simpósio aponta novos rumos dos probióticos

Em simpósio realizado no Japão, pesquisadores apresentaram trabalhos relacionados às células epiteliais da mucosa intestinal

São Paulo, 10 de dezembro de 2007 - Ao longo das últimas décadas, vários pesquisadores conseguiram comprovar, por meio de estudos, a ação das bactérias probióticas para a estimulação do sistema imunológico dos indivíduos. Agora, os cientistas tentam demonstrar como o sistema imune responde a essa ação para se manter mais resistente aos ataques de bactérias patogênicas. Esse foi o principal assunto discutido durante a 16a edição do simpósio realizado em novembro em Tóquio, no Japão, com patrocínio da Fundação Yakult de Biociências, com o apoio do Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia do Japão.

Com o tema 'Intestinal Flora and Gut Barrier System' (Microbiota e Sistema da Barreira do Intestino), o encontro reuniu cientistas, médicos, profissionais de saúde e pesquisadores. A Yakult do Brasil foi representada pelo diretor Ryoju Misuno e pela gerente Yasumi Ozawa Kimura, do Departamento de P&D, e levou como convidado o gastroenterologista e diretor clínico do Hospital Santa Cruz, Luiz Maruta.

"Já é sabido que o intestino é o maior órgão do sistema imunológico e que tem importância fundamental para a saúde humana. O que os pesquisadores buscam, agora, é descobrir como as células de defesa localizadas no epitélio da mucosa do intestino são estimuladas através dos probióticos", afirma a farmacêutica-bioquímica Yasumi Ozawa Kimura.

A especialista lembra que, quando um indivíduo ingere um produto com microrganismos probióticos - como os Lactobacillus casei Shirota, exclusivos da Yakult e base do leite fermentado que a empresa produz desde 1935 - a membrana que reveste os Lactobacillus confere resistência à passagem pelo suco gástrico do estômago e permite que eles cheguem vivos em grande quantidade aos intestinos.

"Antes, os cientistas achavam que os Lactobacillus liberavam apenas o ácido láctico e, como conseqüência, diminuíam a população de bactérias nocivas e a quantidade de toxinas por elas produzidas, favoreciam o aumento dos microrganismos benéficos e melhoravam o ambiente intestinal. Mas há evidências científicas de que existem outras substâncias presentes nesses microrganismos que estimulam as atividades das células imunológicas presentes nas células epiteliais da mucosa intestinal", afirma.

Yasumi conta que os pesquisadores japoneses e europeus estão muito avançados nas pesquisas e que a Yakult investe pesadamente para desvendar outras propriedades dos Lactobacillus casei Shirota, tanto no Instituto Central de Pesquisas Microbiológicas localizado nos arredores de Tóquio, no Japão, quanto no Centro de Pesquisas da Yakult na Bélgica.

"A Yakult obteve sucesso na decodificação das bases seqüenciais do genoma do L. casei Shirota e trabalha para analisar os mecanismos em nível molecular das propriedades dos probióticos", acrescenta. Atualmente, a Yakult desenvolve um método que permite visualizar os diferentes microrganismos em cores distintas por meio da técnica da fluorescência, e as suas diferentes características são identificadas em nível genético, sem a utilização dos tradicionais meios de cultura.

Problemas de coração serão causa de 30% das mortes até ano de 2020

Pesquisa mostra que obesidade abdominal lidera fatores de risco

Até 2020, os problemas do coração vão representar cerca de 30% de todas as mortes do mundo. A conclusão é de uma pesquisa recente feita pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) que chama a atenção para o aumento acelerado de óbitos por doenças cardíacas. Especialistas alertam que, entre as principais causas dos problemas coronarianos, está a obesidade abdominal, calculada através da medida da cintura. Os casos de obesos com problemas cardíacos é duas vezes maior do que pessoas com índice de massa corporal adequado.

A obesidade é considerada hoje uma doença crônica e um problema de saúde pública que atinge milhões de pessoas em todo o mundo, uma verdadeira pandemia. Os números são alarmantes: em todo o mundo cerca de 50% a 75% da população tem sobrepeso – índice de massa corpórea (IMC) que varia entre 25 e 30. Nos Estados Unidos, país com maior número percentual de obesos, 28% das mulheres e 24% dos homens sofrem com o problema.

A endocrinologista e gerente médica de um laboratório farmacêutico, Michelle França, diz que se as pessoas adotassem um estilo de vida mais saudável, o número de mortes seria bem menor. De acordo com a especialista, medidas simples como alimentação equilibrada, exercícios físicos e acompanhamento médico poderiam evitar as complicações cardiovasculares. “Os brasileiros estão adotando a cultura americana e esquecendo o típico prato de feijão, arroz, salada e carne. Essa tendência só faz com que os índices de obesidade cresçam”, pontua.

Pesquisa IBGE - A última pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que 40% dos adultos brasileiros estão acima do peso. Dado considerado preocupante pela SBC, já que quanto maior a quantidade de gordura no organismo, maiores as chances de desenvolver doenças como diabetes, infarto e derrame. Segundo a SBC, aproximadamente 75% das patologias do coração estão ligadas a fatores de risco, dentre eles a obesidade.

Para a endocrinologista, é preciso investir rapidamente em políticas públicas para diminuir os índices de obesidade no Brasil. “Se não houver um controle, a tendência é que as pessoas se tornem cada vez mais gordas e, conseqüentemente, morram mais de problemas de coração”. Ela ressalta que o excesso de peso é um fator de risco muito grave para doenças cardíacas por que ele, comumente, está agregado a outros fatores como hipertensão, diabetes, colesterol alto e a gordura abdominal. “Esse último, então, é um grande vilão. É preciso muito cuidado com esse excesso na região da barriga”, diz França.

A obesidade se divide em andróide e ginóide. A primeira acontece quando o corpo adquire formato de maçã, com maior acúmulo de gordura visceral. Esse tipo é mais perigoso e está diretamente relacionado a doenças cardiovasculares e metabólicas. Já na ginóide, o corpo assume o formato de pêra, com gordura concentrada nos quadris e coxas, atingindo principalmente as mulheres. Nesse caso, existe um risco maior de artrose e varizes. “Daí por que, os homens sofrem mais de problemas do coração do que as mulheres”, finaliza a especialista.

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VALORES DE REFERÊNCIA

Medida normal para circunferência da cintura

Até 94 cm em homens
Até 80 cm em mulheres

Um aumento de 10cm na circunferência da cintura eqüivale a um risco 30% maior de doença cardiovascular.

Graus de obesidade

Nem toda obesidade é igual. Há diferentes graus, conforme o Índice de Massa Corporal (IMC), obtida pela divisão do peso (kg) pela altura (m) elevada ao quadrado. Confira:

IMC menor que 25: normal
IMC de 25 a 29,9: sobrepeso
IMC de 30 a 34,9: obesidade grau I
IMC de 35 a 39,9: obesidade grau II
IMC de 40 ou mais: obesidade grau III ou mórbida

Fonte: Correio da Bahia

Alimentação do bebê na primeira semana determina obesidade

A alimentação dos bebês durante a primeira semana de vida é crucial para determinar se serão ou não pessoas obesas, revelou um estudo publicado na revista Circulation.

Um grupo de pesquisadores do Hospital Pediátrico da Filadélfia afirmou no relatório sobre o estudo que, em geral, os bebês que aumentaram de peso rapidamente nessa primeira semana acabaram se tornando pessoas obesas décadas depois.

Segundo o doutor Nicolas Stettler, especialista em nutrição pediátrica do hospital, "isso sugere que há um período crucial nessa primeira semana, em que a fisiologia do corpo pode se programar para desenvolver uma doença crônica".

No entanto, o especialista acrescentou que essa mesma conclusão indica um caminho para encontrar formas de prevenir a obesidade.

"Caso sejam confirmados com outros estudos, estes resultados poderiam levar a intervenções nos recém-nascidos que ajudariam a prevenir a obesidade", disse.

O estudo feito com 653 adultos, entre 20 e 32 anos de idade, tem especial importância nos Estados Unidos, um país que há anos sofre uma epidemia de obesidade, com mais de 60% da população com excesso de peso.

Também calcula-se que 16% das crianças americanas são obesas, com maiores riscos de desenvolver diabetes e outras doenças cardiovasculares.

Os cientistas afirmaram que o principal conselho para evitar o risco da obesidade é que os bebês sejam amamentados. A Associação de Cardiologia dos EUA, que publica a revista Circulation, pediu que as autoridades implementem um programa para prevenir a obesidade.

Segundo a associação, esse programa deve ter a participação das famílias, sistemas de atendimento médico, empresas privadas de seguros, órgãos do governo, sistema de ensino e indústria do entretenimento.

Fonte: imirante.com

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Avaliação Nutricional de Pacientes Internados

Tabela Brasileira de Composição Nutricional de Alimentos ganha mais 120 itens até 2008

Pesquisadores do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação (Nepa) da Universidade de Campinas (Unicamp) vão acrescentar 120 novos alimentos à Tabela Brasileira de Composição Nutricional de Alimentos (Taco) até o segundo semestre de 2008.

A tabela foi iniciada há dez anos e, em sua primeira versão, contava somente com 198 alimentos industrializados, por questões metodológicas, explicou à Agência Brasil o pesquisador Dag Mendonça, da Nepa/Unicamp. Atualmente, a tabela tem cerca de 500 produtos in natura [carnes, peixes, hortifrutigranjeiros] e produtos industrializados.

Cinco laboratórios de universidades e centros de pesquisa, entre eles a Embrapa Agroindústria de Alimentos, participam do projeto, fazendo a análises dos produtos. Esses laboratórios avaliam a composição dos alimentos em termos de vitaminas, minerais e outros nutrientes.

“A gente faz a identificação de alguns nutrientes, proteínas, fibras, carboidratos, lipídios, ácidos graxos, algumas vitaminas, alguns minerais e divulga o resultado”, informou o pesquisador da Unicamp. A tabela está disponível no site de algumas entidades, entre elas os Ministérios da Saúde e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, do Nepa e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Dag Mendonça destacou, entretanto, que a Taco é um instrumento dinâmico. Ou seja, ela continuará recebendo informações sobre produtos, “porque é impossível esgotar toda a gama de alimentos que a gente tem. E a indústria, cada vez mais, disponibiliza no mercado alimentos novos com variados apelos. É uma tabela que não tem fim. À medida que novos alimentos industrializados aparecem, novos cultivares que a agricultura desenvolve, esses alimentos tendem a ser inseridos na tabela”.

O pesquisador explicou que as tabelas internacionais, como a dos Estados Unidos, não devem ser adotadas como referencial no Brasil, servindo apenas como elemento de comparação. Isso porque os dados dessas tabelas, obtidos a partir de alimentos usados nesses países, não apresentam necessariamente as mesmas condições dos consumidos no Brasil. “Na hora em que você analisa um alimento que não foi introduzido e consumido aqui, e a população não tem a produção ou o hábito de consumi-lo, você pode superestimar ou subestimar o valor nutricional daquele alimento”, acrescentou.

Mendonça destacou a importância da Taco para a formação de políticas públicas de segurança alimentar nas três esferas de governo. Além disso, afirmou que a tabela serve para ajudar o cidadão brasileiro a identificar o que está ingerindo. A Taco contribui também para a elaboração de cardápios mais nutritivos em creches, escolas e empresas, para a pesquisa na área de alimentação e para a rotulagem de alimentos, ajudando a indústria, os médicos e nutricionistas. “É a partir da composição do alimento que você tem idéia do que está ingerindo em níveis de proteínas, carboidratos, lipídios etc.”, comentou.

Ele considera que a Taco representa ferramenta que ajuda a prevenir algumas doenças, na medida em que informa de maneira fidedigna a composição dos alimentos. “Então, se você tem alguma limitação em carboidrato, por exemplo, ali há uma fonte de que alimentos têm maiores teores de carboidratos. E assim por diante. Aí a tabela acaba controlando alguma deficiência ou necessidade nutricional que o indivíduo tenha”. A Taco ajuda ainda o consumidor na escolha de alimentos que possuam o maior teor de vitaminas ou nutrientes de que necessite para sua dieta.

Os cerca de 500 alimentos que compõem hoje a Taco incluem frutos e produtos das várias regiões brasileiras, como acarajé e pão de queijo. A idéia, revelou Dag Mendonça, é contemplar mais produtos e frutas regionais devido à elevada diversidade de alimentação existente no país.

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Síndrome Metabólica: Tratamento do Diabetes Mellitus e Hipertensão Arterial no Paciente Obeso

Resumo: A obesidade é um fator de risco independente para doença coronariana. A resistência à insulina associada à obesidade contribui para o desenvolvimento de dislipidemia, hipertensão arterial e diabetes tipo 2. A coexistência de hipertensão e diabetes aumenta o risco para complicações micro e macrovasculares, predispondo os indivíduos à insuficiência cardíaca congestiva, doença coronariana e cerebrovascular, insuficiência arterial periférica, nefropatia e retinopatia. Em pacientes diabéticos obesos a redução do peso, bem como o uso de metiformina, melhoram a sensibilidade à insulina, o controle da glicemia e da pressão arterial. O tratamento anti-hipertensivo em diabéticos reduz a mortalidade cardiovascular e retarda o declínio da função glomerular. Deve-se considerar os efeitos dos agentes anti-hipertensivos sobre a sensibilidade à insulina e o perfil lipídico. Diuréticos e b-bloqueadores podem reduzir a sensibilidade à insulina, enquanto bloqueadores de canais de cálcio são metabolicamente neutros e os iECA aumentam a sensibilidade à insulina, além de conferir proteção adicional cardiovascular e renal para diabéticos. O bloqueio da angiotensina II tem mostrado benefícios semelhantes.

Leia na Íntegra o Artigo. Clique Aqui.

Síndrome Metabólica em Crianças e Adolescentes

A agregação dos fatores de risco cardiovascular na população adulta é um fato comum na prática clínica. No entanto, nos últimos vinte anos, essa mesma associação vem sendo demonstrada na
população jovem e freqüentemente relacionada a uma história familiar de síndrome metabólica. Em crianças e adolescentes, as alterações iniciais de cada um desses fatores podem ocorrer
em associações variadas, que mesmo de pequena expressão determinam um perfil cardiovascular desfavorável para esses jovens.
No estudo de Bogalusa, a avaliação feita em 4.522 indivíduos na faixa etária entre 5 e 38 anos, selecionados entre 1988 e 1996 para os componentes da síndrome metabólica - índice de adiposidade adiposidade, insulina e glicose, triglicérides e HDL-c e PA - encontrou dois
modelos independentes para o seu determinismo. Um dos modelos incluía insulina/lipídeos/glicose/índice de adiposidade; o outro, apenas insulina/pressão arterial. Os dois modelos explicaram 54,6% da variância total na amostra, sugerindo uma ligação entre a alteração metabólica e o fator hemodinâmico, cujo substrato comum foi a hiperinsulinemia/resistência à insulina. Estas mesmas alterações clínicas seriam determinantes das lesões ateroescleróticas precoces observadas em autópsia nestas populações.

Leia o Artigo Técnico na Íntegra. Clique aqui.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Incentivo à pesquisa científica em nutrição

Sou um verdadeiro apaixonado pela área de alimentação e nutrição, mais especificamente pela educação em saúde. Nos últimos oito anos tenho desenvolvido um forte trabalho nesta área incentivando a promoção da saúde e ajudando profissionais do setor a serem mais empreendedores e eternos pesquisadores.

Recentemente tomei contato com o Prêmio Henri Nestlé que reforça o incentivo à pesquisa científica e, nada mais justo que ajudar a divulgar atitudes como esta.

Vejam no site como fazer para se inscrever. As inscrições foram prorrogadas até 29 de janeiro de 2008.

Acessem www.nestle.com.br/phn