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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Médico diz que má alimentação provoca câncer e doenças do coração


SÃO PAULO - Problemas como câncer e doenças cardiovasculares estão relacionadas a má alimentação, de acordo com o presidente da Associação Paulista de Medicina (APM), Jorge Curi. Uma carta pedindo às autoridades incentivo à alimentação saudável será entregue nesta segunda-feira, em São Paulo, por representantes da classe médica e de consumidores durante um simpósio sobre alimentação.

De acordo com Curi, a vida muito agitada das metrópoles acaba contribuindo para que as pessoas não se alimentem de maneira saudável e isso acaba afetando a saúde e levando ao aparacimento de diversas doenças. Segundo ele, a propaganda é outro vilão porque apresenta aos consumidores alimentos saborosos, mas com altos índices de sal, açúcares e gorduras que fazem mal ao organismo.

- Todos esses itens são saborosos, mas nocivos à saúde. Precisamos criar uma reeducação alimentar. Esse é um desafio mundial e, seguramente, brasileiro, pois grande parte das doenças hoje são decorrentes de uma associação onde a alimentação é um componente extremamente importante -, explicou Curi, durante entrevista ao programa Revista Brasil da Rádio Nacional.

De acordo com o presidente da APM, as doenças cardiovasculares são responsáveis por 32% da mortalidade brasileira e o câncer por 16% e "esses dois itens tem uma relação direta com a alimentação".

Para Curi, a indústria também deve assumir sua cota de responsabilidade.

- Precisamos até da adesão da própria indústria, que de forma sábia precisa entender que tem que mudar a postura em relação à composição dos seus produtos - disse.

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Crescimento na produção de alimentos básicos deve marcar safra, aponta Conab

Brasília - Apesar do levantamento da safra 2008/2009 divulgado hoje (6) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicar uma pequena queda na produção total de grãos, as culturas de arroz, feijão e trigo, base da alimentação da maioria dos brasileiros, devem apresentar colheitas superiores às do ciclo anterior.

Segundo o presidente da estatal, Wagner Rossi, esse fato garantirá o abastecimento do país.

“A Conab avalia que, sem dúvida, nos produtos essenciais à mesa do brasileiro, e particularmente na dobradinha arroz e feijão, nós estamos muito bem. Devemos ter uma produção de feijão bem superior à anterior e devemos ter um pequeno crescimento na do arroz, garantindo o abastecimento com toda a tranqüilidade”, afirmou.

O arroz deve ter produção entre 1,7% e 3,5% acima da registrada no ano passado, atingindo 12,4 milhões de toneladas e ficando próximo aos 12,9 milhões de toneladas consumidos internamente. O trigo, que já tem cerca de 80% da safra colhida, é o produto que apresentará crescimento mais expressivo, partindo da produção de 3,8 milhões de toneladas no ciclo anterior para 5,7 milhões de toneladas no atual, um aumento de quase 50%.

O feijão primeira safra, semeado de agosto a dezembro, deve ter crescimento de até 9,8% na área plantada e de 15% na produção. Com esse resultado, mesmo com possíveis quedas nas outras duas colheitas do produto, a serem realizadas no próximo ano, deve haver crescimento de cerca de 2,6% em relação à safra 2007/2008, o que seria suficiente para atender ao consumo interno, estimado em aproximadamente 3,6 milhões de toneladas.

De acordo com a Conab, a expansão no cultivo do feijão se deve, além dos preços favoráveis do produto na época do plantio, à recomposição do preço mínimo da saca (de R$ 47 para R$ 80) garantido pelo governo.

Segundo Rossi, uma das maiores preocupações que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem demonstrado ao ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, é para que o o governo fortaleça seus estoques de alimentos básicos, garantindo abastecimento e preços acessíveis ao consumidor.

“A grande preocupação ao apoiar de maneira mais específica os produtos básicos de alimentação do brasileiro, é garantir, sim, que o produtor tenha a sua renda, mas que o consumidor brasileiro tenha garantia de preço justo no supermercado”, explicou Rossi.

Ele afirmou ainda que alguns desses produtos, como o feijão, já sofreram queda nos preços pagos ao produtor e que essa redução deve chegar, em breve, aos supermercados.

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

SESI inicia Semana de Promoção da Vida Saudável

Começou hoje, 28, e vai até 5 de setembro, a Semana de Promoção da Vida Saudável. Profissionais das áreas de saúde e lazer espalhados por todo o Brasil participam do evento, promovido pelo Sesi Nacional. A iniciativa é focada na disseminação do estilo de vida saudável para os trabalhadores da indústria e seus dependentes.
Além de conscientizar o trabalhador sobre a importância da adoção de hábitos saudáveis, o evento visa ainda comemorar o Dia dos Profissionais de Nutrição (31 de agosto) e Educação Física (1º de Setembro).
No Tocantins, as Unidades do Sesi de Palmas, Araguaína e Gurupi já estão preparadas para oferecer palestras, workshops, peças teatrais, atividades esportivas, ações de saúde e oficinas de culinária para os trabalhadores da indústria e para a comunidade.
Em Palmas, o Sesi inicia suas atividades hoje, com o curso Sesi Triathlon Promovendo Qualidade de Vida Através do Esporte, no Centro de Educação Empresarial do Sebrae, ministrado pela presidente da Federação de Triathlon, Nadya Freitas. O evento é voltado para acadêmicos e profissionais de Educação Física, totalmente gratuito.
Também a equipe de lazer é parceira da Investco na realização do 7º Aniversário do Lago, que acontece no próximo sábado, 30, onde atuará com uma série de competições esportivas e ações preventivas.
Staff, Tenda do Bem-Estar (Massagem, Aferição de Pressão Arterial, Atividades Recreativas com o Público), Enduro à Pé na Praia da Graciosa e Competição de Triathlon são algumas das ações que serão desenvolvidas pelo Sesi Lazer. Também o Cozinha Brasil estará presente, distribuindo sucos e sorvete para os participantes.
A Semana de Promoção da Vida Saudável encerra no dia 05 com o workshop Valores do Esporte e Prática Esportiva na Indústria, Qualidade de Vida e Exercício da Cidadania, com o palestrante Fábio Rodrigues, coordenador do Sesi Lazer de Santa Catarina.

Fonte: Portal Stylo

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Carnaval e os Cuidados Nutricionais


O Carnaval é a maior manifestação cultural popular do país e, tipicamente brasileira. Atrai brasileiros e muitos estrangeiros que não resistem aos encantos do Carnaval. Pelos cinco cantos do país, nos três dias oficiais de festa, os foliões dançam nos embalos de trios elétricos, colocam suas fantasias cheias de plumas e paetês e saem nos blocos, bailes e escolas, sempre com samba no pé. Para agüentar a sabatina de mais de três dias de folias, não basta apenas energia e disposição, é preciso ter cuidados com hidratação e alimentação.

Como o consumo de bebidas alcoólicas e, gastos de energia são maiores neste período, o organismo perde muito líquido e calorias, o que influencia a desidratação e perda de nutrientes importantes para o bom funcionamento do organismo. O ideal é aumentar o consumo de água antes, durante e depois da folia. Em média uma pessoa adulta deve ingerir de 2 a 3 litros de água. O uso de água de coco é aconselhável por ser uma rica fonte natural de água, vitamina C e sais minerais, afirma Laila Figueira, nutricionista da SPRIM Brasil.

Cuidados redobrados com a alimentação neste período. Priorizar alimentações leves e saudáveis, repletas de verduras e legumes (alfaces, agrião, couve - flor, brócolis, tomates, etc), ricos em vitaminas e que auxiliam o metabolismo, e carnes leves como filé de frango e peixes, fonte de proteínas, indispensável à constituição de tecidos (pele, cabelos, unhas). O consumo de carboidratos nas refeições é importante, porém em proporções moderadas. Os carboidratos são responsáveis pela reposição de energia e estão presentes em cereais como: arroz, milho, etc. Importante atentar-se para que, o consumo de carboidratos não se torne excessivo, pois são calóricos e de difícil digestão.

Na hora da sobremesa, o ideal é dar preferência na ingestão de frutas, em especial as cítricas, como laranjas, acerolas, carambolas, etc., que são frutas desta estação e ideais no verão, por conta da grande concentração de vitamina C, nutriente importante para fortalecer o sistema imunológico, promovendo uma maior resistência às infecções.

Estes simples cuidados com o organismo durante a maratona do Carnaval garantirão aos foliões, muita disposição, energia e saúde.

Home-page : www.sprim.com

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Educação Nutricional aplicada a sua área de atuação

A nutrição de um indivíduo se baseia no sistema de vida de sua família, assim como suas condições econômicas, sociais, hábitos alimentares, cultura e disponibilidades regionais. Não existe uma única sociedade que lide com a alimentação de maneira exclusivamente racional, considerando apenas as suas características nutricionais, como calorias, sabor, apresentação ou disponibilidade. O alimento sempre esteve associado a valores complexos, elaborados com implicações ideológicas, religiosas e sociais.

Nesse contexto, a Educação Nutricional e Alimentar tem demonstrado um importante papel no cenário da saúde. Fatores históricos, mudanças sociais e comunicação vêm interferindo na atitude alimentar da sociedade, tornando-se necessário desenvolver ações de instrução e ensino planejadas por profissionais capacitados.

O Nutricionista com competência para planejar, desenvolver, aplicar e avaliar atividades de Educação Nutricional é capaz de adaptar estes conhecimentos para sua área de atuação, desenvolvendo novas habilidades e atitudes através de iniciativas inovadoras e criativas, possibilitando, assim, alcançar posição de destaque em sua profissão.

Como os conceitos e práticas da Educação Nutricional e Alimentar podem contribuir para as diversas áreas de atuação do Nutricionista?

1) Clínicas de Nutrição / Personal Diet

O segredo para uma atuação diferenciada nas áreas de Nutrição Clínica e Personal Diet está na Educação Nutricional e Alimentar. Saber aplicar estes conhecimentos possibilitam ao Nutricionista desenvolver atividades que proporcionem maior adesão à dietoterapia respeitando a individualidade do paciente ou de uma população, além de estreitar a relação e estabelecer vínculo Nutricionista-Paciente-Família.

2) Serviço de Nutrição e Dietética (SND) / Nutrição Hospitalar

Para o Nutricionista que atua em ambiente hospitalar a Educação Nutricional contribui para a maior aceitação das preparações, por parte dos pacientes, fazendo-os entender o motivo pelo qual aquela dieta é administrada, além de auxiliar no desenvolvimento de um novo hábito alimentar pós-internação, facilitar a reabilitação e recuperação completa e ajudar a encurtar o tempo de permanência no hospital.

3) Escolas

A escola ocupa aproximadamente um terço da vida ativa do escolar e desempenha papel fundamental na formação de hábitos da criança e do adolescente. O Nutricionista qualificado para desempenhar atividades de Educação Nutricional, através de atividades lúdicas como palestras, teatro, aulas de culinária, entre outras atividades, facilita o acesso a informações sobre alimentação saudável e à formação de um ser humano mais crítico quanto a sua alimentação.

4) Programa Saúde da Família/Unidade Básica de Saúde/Instituições de Longa Permanência (Asilos)

O Nutricionista inserido nos serviços públicos de saúde deparam com condições diferenciadas de saúde e estado nutricional da população de região para região e, muitas vezes, utilizam recursos didáticos padronizados. Ao se tornar especialista em Educação Nutricional, este profissional terá subsídios para adaptar os recursos disponíveis para a realidade da população de cada cidade ou distrito de saúde incluindo o desenvolvimento de dinâmicas adequadas a cada população com o propósito de comunicar com maior eficiência a importância de uma alimentação adequada e de higiene na manipulação dos alimentos.

5) Vigilância Alimentar e Nutricional/Unidade de Alimentação e Nutrição

A Educação Nutricional pode ser aplicada de diversas maneiras para a promoção de hábitos alimentares saudáveis: o desenvolvimento de informativos sobre alimentação adequada (a serem expostos nas mesas, bandejas, murais, etc), a elaboração de cardápios informando o benefício para a saúde de cada preparação, assim como pode auxiliar na gestão de treinamentos de manipuladores por meio de dinâmicas ludopedagógicas.

6) Marketing

As áreas de Marketing e Comunicação sofrem grande influência dos conhecimentos em Educação Nutricional, seja no desenvolvimento de novos produtos ou na promoção do consumo de alimentos, industrializados ou não, de forma saudável e equilibrada. O papel do Nutricionista atuante nesta área ajuda a fortalecer uma imagem de maior comprometimento das empresas do ramo de alimentação com seus consumidores.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Alimentação pode diminuir risco de câncer de colo, revela USP

Comer cinco porções diárias de frutas, verduras e legumes nas cores verde-escuro, amarelo, laranja e vermelho pode diminuir os riscos de desenvolver câncer de colo de útero. É o que indica uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP).

O estudo também mostrou que a dieta pode ser usada na prevenção de doenças do coração e de outros tipos de câncer. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) mostram que o câncer de colo de útero é o segundo tipo de câncer mais comum nas mulheres brasileiras (só fica atrás do câncer de mama) e a quarta causa de morte pela doença no Brasil.

A pesquisadora Luciana Yuki Tomita, 31 anos, comparou a alimentação de pacientes com câncer de colo no útero com a de mulheres sem a lesão. Durante três anos, foram ouvidas 1.378 mulheres atendidas em dois hospitais públicos da capital paulista. “As pacientes com câncer comiam muito pouco destes alimentos, enquanto as sadias comiam mais. Com a ingestão de hortifrúti coloridos, elas têm uma redução de 50% no risco de desenvolver a doença”, afirma.

Durante a pesquisa, também foram colhidas amostras de sangue das mulheres para identificar a quantidade de licopeno (substância que dá o tom avermelhado em alimentos como a beterraba). “Nas pacientes com câncer, a concentração encontrada foi quase nula em comparação com as mulheres sem a doença”, explica Luciana.

Há outros fatores, além da alimentação, que aumentam a chance de aparecimento do câncer. “Provavelmente, o fumo faz crescer a produção de radicais livres. O uso de anticoncepcional por mais de dez anos também diminui a concentração no sangue da substância que combate os radicais livres, o caroteno”, conta Luciana.

O paciente que pretende melhorar a saúde por meio da dieta deve incluir cores diferentes no prato. Segundo Luciana, folhas de cor verde-escuro, além de legumes e frutas nos tons laranja e amarelo previnem o câncer de colo de útero porque concentram caroteno. “Ele combate os radicais livres que diminuem a imunidade do corpo. O resultado é o aumento da resistência do organismo, o que evita que as células desenvolvam o câncer”.

O diretor do Hospital Pérola Byington, Luiz Henrique Gebrim, ressalta que comer só estes alimentos não é suficiente para impedir o aparecimento do câncer. “A mulher terá uma proteção a mais se comer esses alimentos, mas não quer dizer que ela não terá o câncer. Não basta também comer só caroteno porque o fígado pode ser afetado”, diz Gebrim. Para estimular a imunidade do corpo, o médico recomenda, além de dieta, a prática de atividade física.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Evento debate propostas para assegurar direito a alimentação

Um seminário no Recife debate, nesta terça-feira (11), propostas para assegurar o direito a alimentação permanente em Pernambuco. Segundo pesquisa recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 53% da população do estado não tem alimentação regular.

Promovido pelo governo do Estado, em parceria com o Instituto Brasileiro Pró-Cidadania, o evento conta com a participação de secretários estaduais, pesquisadores, professores universitários, representantes de empresas públicas e privadas, do governo federal e de todos os municípios pernambucanos.

Segundo o secretário estadual de Desenvolvimento Social, Roldão Joaquim, as propostas do seminário vão contribuir na elaboração de um programa estadual de segurança alimentar, que também contará com recursos do governo federal e da Organização das Nações Unidas (ONU). “Embora o Brasil seja um dos países que mais produzem alimentos, uma parcela significativa da população não tem acesso a refeições básicas. Juntando esforços será possível mudar a realidade”, declarou.

Um dos palestrantes no encontro, o secretário nacional adjunto de Segurança Alimentar e Nutricional, Crispin Moreira, afirmou que o governo federal pretende debater prioridades para aprofundar a agenda de cooperação nas ações sociais já existente com o governo de Pernambuco. “Temos presença no território pernambucano, mas queremos combinar uma maior articulação de políticas integradas de assistência social, saúde, educação e transferência de renda”, observou.

Para Moreira, a fome é um fenômeno social revoltante principalmente. “O combate a fome, para nós, é prioridade. Não podemos deixar que, nas cidades e nas zonas rurais do País, a população, principalmente mulheres, crianças e povos indígenas, adoeça e morra em conseqüência da falta de comida. É uma questão de humanidade”, frisou.

De acordo com o secretário adjunto, o orçamento do Ministério do Desenvolvimento Social em 2007 foi de R$ 21 bilhões para ações de promoção da segurança alimentar das famílias carentes. A verba financia programas de transferência de renda, aquisição de produtos da agricultura familiar, abastecimentos de creches e asilos de idosos, manutenção de restaurantes populares e cozinhas comunitárias, entre outras iniciativas.

Superintendente das Ações de Segurança Alimentar de Pernambuco, Mariana Suassuna informou que o Estado vai assinar, na próxima semana, um convênio com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome que prevê a liberação de R$ 400 mil em recursos federais.

O dinheiro, disse Mariana, será destinado à capacitação de 1,5 mil agentes públicos e sociais na área de segurança alimentar nos 184 municípios do estado e em Fernando de Noronha. “A idéia é estruturar os sistemas municipais de segurança alimentar porque só existem atualmente no estado sete conselhos municipais nesse setor”, explicou.

Fonte: Agência Brasil

Programa de Aquisição de Alimentos recebe reforço de R$ 61,3 milhões


O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), da Conab, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), contará com R$ 61,3 milhões, até o final deste ano, para a compra de produtos cultivados pelos agricultores familiares e formação de estoques públicos assistenciais para as populações em situação de insegurança alimentar. A liberação dos recursos foi anunciada nesta terça-feira (11), durante encontro para avaliação do PAA em que participaram representantes da Conab e dos Ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA) e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

O PAA beneficiou, só em 2007, mais de 48 mil famílias e distribuiu 108 mil toneladas de produtos, cultivados por pequenos agricultores, às famílias que vivem em situação de insegurança alimentar, bem como aos programas de emergência do governo. O MDA participou com R$ 100 milhões e o MDS com R$ 150 milhões.

Para o diretor de Logística e Gestão Empresarial da Conab, Sílvio Porto, o PAA e o Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF) garantem, não só a comercialização dos produtos cultivados pelos pequenos agricultores familiares, como também o acesso da categoria ao preço de mercado.

Durante o encontro, foi assinada, pela Conab e o Ministério do Desenvolvimento Agrário, uma portaria para apoiar a estruturação de feiras livres e ações de comercialização nos territórios rurais. Na ocasião, os representantes dos movimentos sociais ressaltaram os avanços proporcionados pelos programas, como a diversificação de culturas.

Fonte: Assessoria de Imprensa do Ministéiro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Problemas de coração serão causa de 30% das mortes até ano de 2020

Pesquisa mostra que obesidade abdominal lidera fatores de risco

Até 2020, os problemas do coração vão representar cerca de 30% de todas as mortes do mundo. A conclusão é de uma pesquisa recente feita pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) que chama a atenção para o aumento acelerado de óbitos por doenças cardíacas. Especialistas alertam que, entre as principais causas dos problemas coronarianos, está a obesidade abdominal, calculada através da medida da cintura. Os casos de obesos com problemas cardíacos é duas vezes maior do que pessoas com índice de massa corporal adequado.

A obesidade é considerada hoje uma doença crônica e um problema de saúde pública que atinge milhões de pessoas em todo o mundo, uma verdadeira pandemia. Os números são alarmantes: em todo o mundo cerca de 50% a 75% da população tem sobrepeso – índice de massa corpórea (IMC) que varia entre 25 e 30. Nos Estados Unidos, país com maior número percentual de obesos, 28% das mulheres e 24% dos homens sofrem com o problema.

A endocrinologista e gerente médica de um laboratório farmacêutico, Michelle França, diz que se as pessoas adotassem um estilo de vida mais saudável, o número de mortes seria bem menor. De acordo com a especialista, medidas simples como alimentação equilibrada, exercícios físicos e acompanhamento médico poderiam evitar as complicações cardiovasculares. “Os brasileiros estão adotando a cultura americana e esquecendo o típico prato de feijão, arroz, salada e carne. Essa tendência só faz com que os índices de obesidade cresçam”, pontua.

Pesquisa IBGE - A última pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que 40% dos adultos brasileiros estão acima do peso. Dado considerado preocupante pela SBC, já que quanto maior a quantidade de gordura no organismo, maiores as chances de desenvolver doenças como diabetes, infarto e derrame. Segundo a SBC, aproximadamente 75% das patologias do coração estão ligadas a fatores de risco, dentre eles a obesidade.

Para a endocrinologista, é preciso investir rapidamente em políticas públicas para diminuir os índices de obesidade no Brasil. “Se não houver um controle, a tendência é que as pessoas se tornem cada vez mais gordas e, conseqüentemente, morram mais de problemas de coração”. Ela ressalta que o excesso de peso é um fator de risco muito grave para doenças cardíacas por que ele, comumente, está agregado a outros fatores como hipertensão, diabetes, colesterol alto e a gordura abdominal. “Esse último, então, é um grande vilão. É preciso muito cuidado com esse excesso na região da barriga”, diz França.

A obesidade se divide em andróide e ginóide. A primeira acontece quando o corpo adquire formato de maçã, com maior acúmulo de gordura visceral. Esse tipo é mais perigoso e está diretamente relacionado a doenças cardiovasculares e metabólicas. Já na ginóide, o corpo assume o formato de pêra, com gordura concentrada nos quadris e coxas, atingindo principalmente as mulheres. Nesse caso, existe um risco maior de artrose e varizes. “Daí por que, os homens sofrem mais de problemas do coração do que as mulheres”, finaliza a especialista.

***

VALORES DE REFERÊNCIA

Medida normal para circunferência da cintura

Até 94 cm em homens
Até 80 cm em mulheres

Um aumento de 10cm na circunferência da cintura eqüivale a um risco 30% maior de doença cardiovascular.

Graus de obesidade

Nem toda obesidade é igual. Há diferentes graus, conforme o Índice de Massa Corporal (IMC), obtida pela divisão do peso (kg) pela altura (m) elevada ao quadrado. Confira:

IMC menor que 25: normal
IMC de 25 a 29,9: sobrepeso
IMC de 30 a 34,9: obesidade grau I
IMC de 35 a 39,9: obesidade grau II
IMC de 40 ou mais: obesidade grau III ou mórbida

Fonte: Correio da Bahia

Alimentação do bebê na primeira semana determina obesidade

A alimentação dos bebês durante a primeira semana de vida é crucial para determinar se serão ou não pessoas obesas, revelou um estudo publicado na revista Circulation.

Um grupo de pesquisadores do Hospital Pediátrico da Filadélfia afirmou no relatório sobre o estudo que, em geral, os bebês que aumentaram de peso rapidamente nessa primeira semana acabaram se tornando pessoas obesas décadas depois.

Segundo o doutor Nicolas Stettler, especialista em nutrição pediátrica do hospital, "isso sugere que há um período crucial nessa primeira semana, em que a fisiologia do corpo pode se programar para desenvolver uma doença crônica".

No entanto, o especialista acrescentou que essa mesma conclusão indica um caminho para encontrar formas de prevenir a obesidade.

"Caso sejam confirmados com outros estudos, estes resultados poderiam levar a intervenções nos recém-nascidos que ajudariam a prevenir a obesidade", disse.

O estudo feito com 653 adultos, entre 20 e 32 anos de idade, tem especial importância nos Estados Unidos, um país que há anos sofre uma epidemia de obesidade, com mais de 60% da população com excesso de peso.

Também calcula-se que 16% das crianças americanas são obesas, com maiores riscos de desenvolver diabetes e outras doenças cardiovasculares.

Os cientistas afirmaram que o principal conselho para evitar o risco da obesidade é que os bebês sejam amamentados. A Associação de Cardiologia dos EUA, que publica a revista Circulation, pediu que as autoridades implementem um programa para prevenir a obesidade.

Segundo a associação, esse programa deve ter a participação das famílias, sistemas de atendimento médico, empresas privadas de seguros, órgãos do governo, sistema de ensino e indústria do entretenimento.

Fonte: imirante.com

sábado, 24 de novembro de 2007

Hospital sem Nutricionista

Li uma notícia em um site português sobre a ausência de Nutricionistas em um hospital local. O Hospital do Espírito Santo, em Évora (Portugal), é um dos 87 em caráter nacional, onde não existe um único nutricionista, segundo dados da Associação Portuguesa de Nutricionistas.
À semelhança de Évora, também o distrito de Portalegre não tem profissionais desta especialidade, enquanto que em Beja existe apenas um.
De acordo com a associação, a situação é tanto mais grave se atender a que em Portugal entre 8 a 15% dos doentes hospitalares se encontram desnutridos e 38 a 47% estão em risco de desnutrição.

Fonte: DianaFM