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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Alimentos puxam inflação

Os itens da cesta básica foram os principais responsáveis pela elevação do Índice do Preço ao Consumidor (IPC) entre setembro e outubro em Goiânia. No mês passado, o índice pesquisado Secretaria do Planejamento e Desenvolvimento do Estado de Goiás (Seplan) ficou em 0,48% contra 0,14% do mês anterior. Os alimentos com maior peso no cálculo do IPC foram os cereais e leguminosas (-0,13% para 4,94%), a carne bovina (0,30% para 5,01%) e as frutas (-1,78% para 4,83%). A taxa de inflação acumulada no ano ficou em 6,27% e nos últimos 12 meses 9,03%.

Marcelo Eurico de Sousa, gerente da área de Indicadores Econômicos e Sociais da Seplan, informa que a alimentação apresentou o maior reajuste e corresponde a 1,17% dos subgrupos de itens avaliados. “É inflação típica de entressafra”, explica. Marcelo esclarece que embora a inflação acumulada em 2008 esteja acima na registrada no ano passado, está descartada a hipótese de o Brasil sofrer inflação generalizada. Entre os poucos itens que tiveram variação negativa estão a cenoura (-16,08%), a cebola (-14,82%) e a abobrinha (-12,21%).

O gerente acrescenta que a previsão para a inflação acumulada entre janeiro e dezembro é de 7%, contra 5,67% em 2007. A carne bovina foi o alimento que mais puxou o IPC, acumulando no ano 37,78%. Outro item citado é o feijão, que teve reajuste médio de 4,94%. Marcelo ressalta que tanto o feijão quanto a carne devem permanecer com os preços em alta no em novembro, devido à entressafra do grão e da falta de boi em idade para o abate no mercado pecuário goiano.

O biomédico Edson Ozawa, 39, fez compras na tarde de ontem em um supermercado de Goiânia e reclamou da alta nos preços dos alimentos. Ele diz que o leite está pesando no orçamento familiar. Edson tem filhos com pouca idade e em sua casa são consumidos em média 70 litros do produto todos os meses. Outro item que o biomédico revela ter notado variação nos preços é o feijão. Para tentar gastar menos ele pesquisa em pelo menos três supermercados todos os meses na semana que faz as compras de casa. “Tento aproveitar as promoções e com isso economizar nas compras”, completa.


Safra deve registrar 1ª queda em quatro anos

A safra 2009 deverá registrar a primeira queda na produção em quatro anos. A primeira estimativa de colheita divulgada pelo IBGE aponta recuo de 3,3% no volume, das 145,6 milhões de toneladas em 2008 para 140,8 milhões de toneladas no ano que vem. “O produtor está muito menos tranqüilo do que estava no fim do de 2007. Há muita incerteza em relação a preços”, afirmou o coordenador de agropecuária do instituto, Flavio Bolliger. Disse que é “muito raro” que a primeira estimativa de safra do instituto mostre expectativa de queda na produção.

A safra do País vinha crescendo ininterruptamente desde 2006. Segundo Bolliger, a alta nos preços dos insumos e o recuo na cotação de commodities agrícolas estão desestimulando os produtores para a próxima safra. De acordo com ele, os preços dos insumos “prosseguem em patamar dos tempos de euforia, enquanto os preços de produção já foram atingidos pela crise”. (AE).

Fonte: Jornal Hoje Notícia

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Crescimento na produção de alimentos básicos deve marcar safra, aponta Conab

Brasília - Apesar do levantamento da safra 2008/2009 divulgado hoje (6) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicar uma pequena queda na produção total de grãos, as culturas de arroz, feijão e trigo, base da alimentação da maioria dos brasileiros, devem apresentar colheitas superiores às do ciclo anterior.

Segundo o presidente da estatal, Wagner Rossi, esse fato garantirá o abastecimento do país.

“A Conab avalia que, sem dúvida, nos produtos essenciais à mesa do brasileiro, e particularmente na dobradinha arroz e feijão, nós estamos muito bem. Devemos ter uma produção de feijão bem superior à anterior e devemos ter um pequeno crescimento na do arroz, garantindo o abastecimento com toda a tranqüilidade”, afirmou.

O arroz deve ter produção entre 1,7% e 3,5% acima da registrada no ano passado, atingindo 12,4 milhões de toneladas e ficando próximo aos 12,9 milhões de toneladas consumidos internamente. O trigo, que já tem cerca de 80% da safra colhida, é o produto que apresentará crescimento mais expressivo, partindo da produção de 3,8 milhões de toneladas no ciclo anterior para 5,7 milhões de toneladas no atual, um aumento de quase 50%.

O feijão primeira safra, semeado de agosto a dezembro, deve ter crescimento de até 9,8% na área plantada e de 15% na produção. Com esse resultado, mesmo com possíveis quedas nas outras duas colheitas do produto, a serem realizadas no próximo ano, deve haver crescimento de cerca de 2,6% em relação à safra 2007/2008, o que seria suficiente para atender ao consumo interno, estimado em aproximadamente 3,6 milhões de toneladas.

De acordo com a Conab, a expansão no cultivo do feijão se deve, além dos preços favoráveis do produto na época do plantio, à recomposição do preço mínimo da saca (de R$ 47 para R$ 80) garantido pelo governo.

Segundo Rossi, uma das maiores preocupações que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem demonstrado ao ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, é para que o o governo fortaleça seus estoques de alimentos básicos, garantindo abastecimento e preços acessíveis ao consumidor.

“A grande preocupação ao apoiar de maneira mais específica os produtos básicos de alimentação do brasileiro, é garantir, sim, que o produtor tenha a sua renda, mas que o consumidor brasileiro tenha garantia de preço justo no supermercado”, explicou Rossi.

Ele afirmou ainda que alguns desses produtos, como o feijão, já sofreram queda nos preços pagos ao produtor e que essa redução deve chegar, em breve, aos supermercados.

Fonte: Agência Brasil